Metodologia

Balanço hídrico IWA:
para onde vai cada metro cúbico.

A matriz da International Water Association decompõe o volume que entra no sistema em consumo, perdas reais e perdas aparentes — a base de todo plano de perdas.

Atualizado em

A matriz do balanço hídrico

Em 2000 a International Water Association (IWA) publicou uma padronização dos conceitos de perdas em sistemas de abastecimento, hoje adotada como referência técnica por grande parte dos prestadores e reguladores. O centro dela é o balanço hídrico: uma matriz que parte do volume que entra no sistema e o divide em componentes.

  • Volume de entrada no sistema — tudo o que foi produzido ou importado no período, medido pela macromedição.
  • Consumo autorizado
    • faturado medido — o que passou pelo hidrômetro e foi cobrado;
    • faturado não medido — cobrado por estimativa ou consumo fixo;
    • não faturado — usos autorizados sem cobrança, como combate a incêndio e lavagem de rede.
  • Perdas aparentes — consumo não autorizado (fraudes, ligações irregulares) e imprecisão da medição (submedição de hidrômetros, erros de leitura e de cadastro).
  • Perdas reais — vazamentos em adutoras e redes, vazamentos em ramais e extravasamentos de reservatórios.

A água não faturada é a soma de tudo o que não gerou receita: perdas reais, perdas aparentes e consumo autorizado não faturado.

O balanço hídrico no VecView

Tela Métricas IWA do VecView com balanço hídrico da rede: entrada no sistema, consumo faturado, água não faturada, receita não faturada e nível de perda por DMC
Métricas IWA: balanço hídrico da rede e classificação dos DMCs por nível de perda (dados de demonstração).

Com a macromedição chegando por telemetria e o faturamento integrado da base comercial, o VecView monta o balanço por competência mensal — para a rede inteira e para cada DMC:

  • entrada no sistema, consumo faturado, água não faturada e a receita que ela representa;
  • a composição entre consumo faturado, perdas reais e perdas aparentes;
  • a classificação de cada DMC por nível de perda, de “baixa” a “crítica”, com o volume e o valor em jogo em cada faixa;
  • indicadores de desempenho por DMC, como perdas reais por ramal por dia, perdas de água por ramal, continuidade do abastecimento e percentual de água não faturada.

A parte difícil: separar real de aparente

A entrada e o faturamento são conhecidos; o que não se conhece diretamente é quanto da diferença é vazamento e quanto é medição. Uma forma de estimar a perda real é a vazão mínima noturna: de madrugada o consumo legítimo é baixo, e o que continua entrando no setor é, em boa parte, vazamento. Como a telemetria mede a entrada do setor de forma contínua, a vazão noturna fica disponível todos os dias, não só em campanhas.

O restante da diferença aponta para perda aparente — e aí entram os dados da casa do cliente: idade do parque de hidrômetros, consumo estimado e ligações zeradas. Veja micromedição e perdas aparentes.

Do balanço à ação

O balanço é o diagnóstico que as normas de perdas exigem como ponto de partida, e é também o que define a fila de trabalho de cada setor no controle de perdas. Para o conceito geral, veja perdas de água.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Balanço hídrico IWA

O que é água não faturada?
É a diferença entre o volume que entra no sistema e o consumo faturado. Inclui as perdas reais, as perdas aparentes e o consumo autorizado que não é faturado.
Por que calcular o balanço hídrico por setor?
Porque o balanço da rede inteira esconde onde está o problema. Feito por DMC, ele mostra quais setores perdem mais e se a perda de cada um é predominantemente real ou aparente.
Mais soluções

Um problema hídrico por página

Cada tema abaixo tem sua própria página com o detalhamento técnico e regulatório.

Sua operação, visível em tempo real

Implantação de telemetria com transmissão on-line dos dados de vazão e volume à SP Águas (antigo DAEE), no sistema SiDeCC-R. Sem licença de software e sem custo antes do sistema operar.