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O poço profundo é um ativo que ninguém vê funcionar
Poços tubulares profundos ficam espalhados — em bairros, áreas rurais, plantas industriais — e quase sempre sem operador no local. O que acontece lá embaixo só aparece quando já virou problema: a vazão cai, a bomba queima, o setor fica sem água ou a declaração à SP Águas atrasa porque ninguém foi ler o medidor.
Telemetria no poço transforma essas visitas em dado contínuo. Os principais riscos que ela ajuda a evitar:
- Rebaixamento excessivo — o nível dinâmico desce além do seguro, a bomba passa a trabalhar perto da sucção e o aquífero é superexplotado;
- Queda de vazão — sinal de desgaste da bomba, de incrustação ou de mudança no aquífero;
- Bomba parada ou falha elétrica — descoberta só quando falta água;
- Captação acima do outorgado — volume extraído maior que o autorizado na outorga, sem que ninguém perceba a tempo.
O que medir em um poço
- Nível — nível estático (bomba parada) e dinâmico (bomba operando), para acompanhar o rebaixamento e a recuperação;
- Vazão e volume extraídos — a base da declaração exigida na outorga;
- Horas de funcionamento e status da bomba — para manutenção e para conferir o regime de bombeamento;
- Grandezas elétricas e condição do conjunto motobomba — consumo, corrente e vibração revelam desgaste antes da quebra.
No VecView cada poço aparece no mapa georreferenciado com nível, vazão e status ao vivo, ao lado de reservatórios, elevatórias e VRPs. Presets de alarme avisam por SMS, e-mail e Telegram quando o nível passa do limite, a vazão cai ou a bomba para, e o diário do ativo guarda histórico, fotos e ocorrências de cada poço.
Outorga de água subterrânea: declarar sem ir ao poço
Captação subterrânea outorgada está sujeita à Portaria DAEE nº 5.579/2018, que exige medir continuamente os volumes e declará-los periodicamente; a frequência depende do volume mensal, conforme a Instrução Técnica DPO nº 15. Com o VecView, o volume medido no poço segue automaticamente para o SiDeCC-R, e o histórico fica guardado para a fiscalização. Para captação em rios e represas, veja captação superficial.
Poço longe de tudo
Muitos poços ficam onde não há internet fixa e, às vezes, nem energia para o dispositivo de telemetria. Os dispositivos VecView transmitem por rede celular LTE-M/NB-IoT ou LoRaWAN, com opção de alimentação por bateria ou energia solar. A autonomia da bateria fica entre 3 e 10 anos, conforme a frequência de envio e gravação. A gravação e o envio são parametrizáveis a partir de 30 segundos.
Não é preciso trocar o sensor de nível nem o medidor de vazão. O VecView lê qualquer instrumento com saída 4-20 mA, pulso ou Modbus, de qualquer fabricante. Em poços com painel de comando, o VV-IoT-300 lê também estados digitais e alarmes da bomba. Veja mais em transmissão de dados.
O poço é a primeira etapa do caminho da água — veja todas em da captação à casa do cliente.