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Por que setorizar a rede em DMCs
Uma rede de distribuição inteira é grande demais para diagnosticar de uma vez. Dividida em distritos de medição e controle (DMCs) — setores com entradas medidas e fronteiras fechadas —, cada distrito vira uma unidade com balanço próprio: o que entra, o que é consumido e o que se perde.
O DMC só funciona se três condições se mantiverem: a medição de entrada precisa ser confiável, o setor precisa estar de fato fechado e a pressão precisa ser conhecida. É isso que a telemetria do VecView acompanha continuamente, com gráficos, índices e apoio de inteligência artificial para prever padrões e analisar resultados.
Panorama da rede: todos os DMCs no mapa
O Panorama da Rede resume a situação de todos os distritos em três blocos:
- Perda de água — perda potencial pela vazão mínima noturna no macromedidor, água não faturada e receita não faturada;
- Saúde da rede — DMCs com estanqueidade frágil, continuidade crítica (menos tempo com pressão do que o desejado) e eficiência dos setores com VRP;
- Vigilância — eventos detectados pela IA, DMCs com alarme e cobertura da previsão.
O mapa muda de lente — perda potencial, perda por ramal, estanqueidade, continuidade, eficiência operacional, eventos, diagnóstico de perdas, alarmes e qualidade da previsão — e lista os piores distritos em cada critério.
Estanqueidade: o setor está mesmo fechado?
Uma válvula de fronteira aberta faz o distrito “emprestar” água do vizinho, e o balanço dos dois fica errado. O VecView calcula um nível de estanqueidade para cada DMC a partir das curvas de vazão e pressão normalizadas e da correlação entre elas, e agrupa os distritos por faixa para que a equipe veja primeiro os mais frágeis.
Eventos triados antes de virar chamado
Nem todo alarme é vazamento. O VecView separa os eventos por natureza — fenômeno hidráulico de rede, operação conhecida (manobra ou manutenção prevista) e problema de instrumentação — e por tipo, como vazamento lento, restrição ou obstrução parcial, parada de bomba e travamento de sensor. Os eventos que pedem ação podem gerar chamados automaticamente, atendidos pelo aplicativo.
Como os dados chegam
Nas entradas de cada DMC, dispositivos da série VV-IoT medem pressão a montante e a jusante, vazão e volume e transmitem por rede celular LTE-M/NB-IoT, com baixo consumo — inclusive em pontos sem energia, com alimentação por bateria. Instrumentos já existentes podem ser lidos via 4-20 mA, pulsos ou Modbus. Veja como os dados de DMC alimentam o controle de perdas e a gestão de pressão.