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Macromedição: o número de que tudo depende
Macromedição é a medição dos grandes volumes do sistema: o que sai de cada captação e de cada estação de tratamento, o que entra em cada reservatório e em cada setor da rede. Ela é a outra metade da conta — a micromedição mede o consumo na casa do cliente; a macromedição mede o que foi produzido e distribuído.
Sem macromedição confiável, nenhum indicador de perdas fecha. O balanço hídrico começa pelo volume de entrada no sistema; a vazão mínima noturna que estima vazamentos em cada setor vem do macromedidor de entrada; e a Norma de Referência ANA nº 15/2025 prevê prazos para os prestadores chegarem a 100% de macromedição.
Onde a macromedição falha
- Ponto sem medidor — saídas de reservatório ou entradas de setor estimadas por cálculo, não medidas;
- Leitura manual — o medidor existe, mas alguém precisa ir até ele, e o dado chega atrasado, com erro de anotação ou com intervalos sem leitura;
- Medidor descalibrado — mede, mas mede errado, e todo indicador calculado a partir dele fica distorcido;
- Dado sem contexto — o volume está em uma planilha, longe da pressão, do nível e do faturamento que explicariam a variação.
Como o VecView trata a macromedição
Os dispositivos VecView leem qualquer macromedidor com saída 4-20 mA, pulso ou Modbus, independentemente do tipo e do fabricante — não é preciso trocar o medidor instalado. Vazão e volume seguem continuamente para a plataforma, com gravação e envio parametrizáveis a partir de 30 segundos, sem deslocamento de equipe. O dado fica no histórico, ao lado da pressão e do nível do mesmo ponto, com gráficos de tendência e alarmes.
A plataforma também ajuda a desconfiar do medidor certo. Quando a telemetria e o faturamento de um setor discordam acima do limite de corte, o setor aparece como “estimativa divergente”; e quando a vazão noturna indica muito mais perda do que o faturamento sugere, a recomendação é aferir o macromedidor de entrada antes de mandar equipe à rede — pode ser consumo noturno legítimo ou medidor descalibrado. Isso evita pesquisa de vazamento onde o problema é de medição.
Onde instalar
- saída de captações e poços — também a base da declaração de outorga;
- entrada e saída de estações de tratamento;
- entrada e saída de reservatórios;
- pontos de entrada de cada DMC;
- as duas pontas de adutoras.
Os volumes macromedidos alimentam o controle de perdas, que cruza o que entrou em cada setor com o que foi faturado.