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Do sensor à plataforma
Telemetria é medir em um lugar e saber em outro. Entre o medidor no campo e a tela da plataforma há três decisões: como o dado é lido, por qual rede ele viaja e o que acontece quando essa rede falha. O VecView foi projetado para operar onde a infraestrutura tradicional não chega — sem internet fixa, em zonas remotas, com energia solar ou bateria.
Redes de comunicação
- NB-IoT e LTE-M — redes celulares de baixo consumo e ampla cobertura, usadas pelos dispositivos VV-IoT-220 e VV-IoT-400; indicadas para pontos alimentados por bateria;
- 2G, 3G e 4G — rede celular convencional, usada pelo VV-IoT-300 (GSM/GPRS/UMTS/LTE);
- LoRaWAN — rede de longo alcance e baixo consumo para muitos pontos em uma mesma região;
- Ethernet e Wi-Fi — onde já existe rede local, como em ETAs e elevatórias.
O dispositivo pode alternar de rede se o sinal oscilar. O transporte dos dados é feito pelo protocolo aberto MQTT (ou HTTP), o que facilita a integração com sistemas centrais e SCADA.
Frequência de envio e autonomia
Os dois intervalos são parametrizáveis a partir de 30 segundos: a frequência de gravação — de quanto em quanto tempo o dispositivo registra a medição — e a frequência de envio — de quanto em quanto tempo ele transmite para a plataforma. Como os dois são independentes, o dispositivo pode, por exemplo, gravar com mais frequência do que envia. Nos dispositivos alimentados por bateria, a autonomia fica entre 3 e 10 anos, conforme a frequência de envio e gravação — quanto mais frequentes, menor a autonomia. Um ponto de controle de pressão em DMC pede envio mais frequente; um poço que só precisa atender à declaração de outorga pode enviar com menos frequência e durar mais.
Leitura dos instrumentos
Não é preciso trocar a instrumentação existente: o VecView lê qualquer sensor ou medidor com saída 4-20 mA, pulso ou Modbus, de qualquer fabricante. O VV-IoT-300 lê sensores analógicos (0 ou 4-20 mA), conta pulsos de medidores, identifica estados digitais e alarmes, aciona dispositivos externos e funciona como gateway Modbus RTU–MQTT, lendo e escrevendo registros de equipamentos via RS-485. É instalado em trilho DIN, com fonte de 10 a 30 Vcc. O VV-IoT-220 e o VV-IoT-400 medem diretamente pressão (montante e jusante), vazão, volume e estados operacionais; o VV-IoT-400 também comanda saídas de controle, como válvulas e boosters. Os equipamentos são homologados pela Anatel.
Quando a comunicação falha
A Portaria DAEE nº 6.987/2018 prevê o que fazer quando a transmissão ao SiDeCC-R é interrompida: o usuário passa a ler os equipamentos diariamente e declarar manualmente no SiDeCC, e deve restabelecer a transmissão em até 7 dias úteis; se não conseguir, encaminha relatório com a identificação do uso, dos equipamentos, a ocorrência e o plano de restabelecimento.
Para reduzir esse risco, o VecView trabalha com redundância:
- equipamento com duas fontes de alimentação (rede elétrica e bateria), que mantém a leitura dos medidores quando a energia cai;
- memória local no equipamento, que guarda as medições durante a falha de comunicação para envio posterior;
- coleta por protocolo industrial para o banco de dados do VecView, com envio posterior ao SiDeCC-R se ele estiver temporariamente indisponível.
Segurança e disponibilidade
A transmissão usa criptografia ponta a ponta, e a plataforma roda em nuvem com servidores redundantes. A disponibilidade das unidades remotas e do sistema é gerida pela Vector, e os alarmes de falha de comunicação chegam por SMS, e-mail e Telegram como qualquer outro alarme.
Veja onde essa transmissão é aplicada em poços, reservatórios, elevatórias e DMCs.