Sistema de abastecimento

Da captação à casa do cliente:
um dado para cada etapa.

Cada trecho do caminho da água tem seus próprios problemas. Veja onde eles acontecem e o que medir para encontrá-los antes do cliente.

Atualizado em

Entre o manancial e a torneira do cliente a água passa por captação, adução, tratamento, reservação, distribuição e, por fim, pelo ramal e pelo hidrômetro. Em cada etapa há um tipo diferente de falha — e um tipo diferente de perda. Olhar para o sistema inteiro, com a mesma régua, é o que permite decidir onde agir primeiro.

Tela Mapa Geral do VecView com índice de saúde por setor e temas de perdas, pressão, qualidade da água, produção e reservação, energia, ativos, consumidores e esgoto
Mapa Geral: índice de saúde por setor de abastecimento, com um tema para cada frente da operação (dados de demonstração).

No VecView, o Mapa Geral dá um índice de saúde para cada setor e o abre em temas — perdas e balanço, pressão e continuidade, eventos e incidentes, qualidade da água, produção e reservação, energia e eficiência, ativos e manutenção, consumidores, esgoto e previsão. A seguir, etapa por etapa.

1. Captação

Problemas: volume captado acima do outorgado, falta de registro para a fiscalização, declaração manual atrasada ou com erro de digitação, poço operando fora do nível seguro.

O que medir: vazão e volume captados, nível dinâmico do poço, horas de bombeamento. O VecView transmite os volumes ao SiDeCC-R automaticamente. Veja outorga de captação de água, monitoramento de poços e o que muda com a SP Águas.

2. Adução

Problemas: rompimento de adutora com grande volume perdido em pouco tempo, vazamento contínuo que ninguém vê, diferença entre o que sai da captação e o que chega ao tratamento ou à reservação.

O que medir: vazão nas duas pontas e pressão ao longo da linha, com alarme quando o balanço ou a pressão saem do padrão. Veja monitoramento de adutoras.

3. Tratamento (ETA) e qualidade da água

Problemas: parâmetro de qualidade fora da faixa, sensor travado que parece leitura válida, falta de série histórica para comprovar conformidade.

O que medir: cloro, cor, flúor, pH, temperatura e turbidez na água bruta, na água tratada e na distribuição, com validação da própria leitura. Veja monitoramento da qualidade da água.

4. Reservação

Problemas: reservatório que extravasa à noite (perda real que não aparece em nenhum hidrômetro), reservatório que esvazia no pico e deixa o setor sem água.

O que medir: nível contínuo, entrada e saída, com alarme de nível alto e baixo. Veja telemetria de reservatórios.

5. Bombeamento

Problemas: bomba parada sem aviso, consumo de energia alto por metro cúbico, quebra de motobomba que poderia ter sido prevista.

O que medir: status das bombas, pressão e vazão de recalque, grandezas elétricas (kWh/m³), vibração e corrente. Veja telemetria de estações elevatórias.

6. Distribuição

Problemas: vazamentos na rede, pressão alta de madrugada, setores sem fronteira definida, falta de água em pontos altos.

O que medir: vazão e pressão nas entradas de cada setor, pressão nos pontos críticos, comando de VRPs e boosters. Veja monitoramento de DMC e gestão de pressão e VRP.

7. Ramal, hidrômetro e casa do cliente

Problemas: hidrômetro velho que submede, consumo estimado no lugar de medido, ligações com consumo zerado, fraudes e ligações irregulares.

O que medir: cruzar a vazão medida em cada setor com o faturamento e a base comercial, para separar o que é vazamento do que é medição. Veja micromedição e perdas aparentes.

O resultado: um balanço hídrico confiável

Somando todas as etapas, o operador chega ao balanço hídrico no padrão IWA: quanto entrou no sistema, quanto foi consumido e faturado e quanto se perdeu — separado em perdas reais e aparentes. É esse diagnóstico que as normas de perdas de água passaram a exigir e que orienta o controle de perdas. Para entender o problema como um todo, veja perdas de água.

Mais soluções

Um problema hídrico por página

Cada tema abaixo tem sua própria página com o detalhamento técnico e regulatório.

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